Medicamentos naturais adversos em doentes polimedicados

O Observatório de Interações Planta-Medicamento (OIPM/FFUC) alertou hoje que a toma de vários medicamentos aumenta o risco de reações adversas, sendo um “fator de grande preocupação” muitos doentes não contarem ao médico que consomem também produtos “ditos naturais”.

“Há numerosos exemplos de plantas e produtos naturais que podem interferir com a medicação”, adverte o observatório, que dedica o alerta desta semana da campanha “Aprender Saúde entre as Plantas e os Medicamentos” aos doentes polimedicados.

A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Anabela Mota Pinto explicou à agência Lusa que a polimedicação é o consumo de, pelo menos, cinco medicamentos diferentes, sendo o seu uso mais prevalente nas mulheres e nos idosos.

A polimedicação aumenta o risco de reações adversas aos medicamentos, estimando-se que este risco seja de seis por cento quando são administrados dois fármacos em simultâneo.

“Vários fatores contribuem para a polimedicação, mas os mais relevantes são a presença de múltiplas patologias, uma ocorrência frequente em particular no doente idoso, e a automedicação, em que à prescrição médica se associam os medicamentos de venda livre e os produtos de medicina alternativa”, refere o observatório.

As doenças com mais consumo de medicamentos em Portugal, segundo estudos da Faculdade de Medicina de Lisboa, são a hipertensão, a patologia articular, hipercolesterolémia, perturbações do sono e doença cardiovascular.

Fonte: Agência Lusa

Publicado em Sem categoria | Comentários Desligados

Gastos com medicamentos caíram 40 milhões de euros

Os gastos dos portugueses com medicamentos caíram 40 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013, apesar de naquele período terem sido adquiridas mais 200 mil embalagens, disse  o ministro da Saúde.

Intervindo na sessão de abertura do XXV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, Paulo Macedo reafirmou a aposta do Governo na “redução concreta” do preço dos medicamentos – que, disse, caiu 20 por cento nos últimos dois anos – e uma “melhoria no seu acesso”.

“O ano passado os portugueses gastaram menos 190 milhões de euros com medicamentos, comprando mais cinco milhões de embalagens. Continua a ser assim neste primeiro trimestre em que os portugueses gastaram cerca de menos 40 milhões de euros em medicamentos, comprando mais 200 mil embalagens”, afirmou Paulo Macedo.

O governante manteve que a opção do Governo, nomeadamente em tempos de crise é ter medicamentos “mais baratos” e “mais acessíveis”, aludindo à redução média de 20 por cento do preço em dois anos “para toda a população portuguesa”.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado em Sem categoria | Comentários Desligados

Governo quer disciplinar prescrição de antibióticos

Portugal está entre os países da Europa onde a resistência aos antibióticos mais tem aumentado e onde a prevalência de infecções hospitalares é maior. O Governo lançou um programa nacional prioritário para combater o problema.

O Governo atribuiu, no passado mês de Fevereiro, o estatuto de programa nacional prioritário ao combate às infecções e às resistências aos antibióticos que, desta forma, passa a integrar a lista das (até agora) oito áreas prioritárias sob a responsabilidade da Direcção-Geral da Saúde.

O despacho do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, passou quase despercebido. O que se pretende é controlar o fenómeno preocupante do aumento das infecções hospitalares através de uma melhor monitorização e de acções concretas que disciplinem a utilização dos antibióticos, nomeadamente através da prescrição feita pelos médicos.

“Há uma subida preocupante destes níveis e não podemos ficar a assistir sem fazer nada. Precisamos de acções programáticas eficazes”, justifica Francisco George, director-geral da Saúde. “Estamos confrontados com a iminência de termos infecções que não podem ser controladas e tratadas por antibióticos”, confirma.

Apesar disto, Francisco George não subscreve os cenários catastróficos defendidos recentemente por uma especialista do Reino Unido que comparou esta ameaça ao terrorismo.

A influente directora médica no departamento de Saúde do Reino Unido e conselheira do Governo britânico, Dame Sally Davies, fez um apelo ao Governo para que inclua as resistências aos antibióticos na lista oficial de ameaças nacionais da qual constam o terrorismo, uma pandemia de gripe ou o perigo de inundação da zona costeira.

O crescente aumento das resistências aos antibióticos é uma “bomba-relógio” defendeu. E, se nada for feito, a uma escala internacional, no prazo de vinte anos, uma simples infecção após uma pequena cirurgia de rotina pode ser fatal. “Não será possível fazer muitos dos nossos tratamentos para cancro ou transplantes”, acrescentou.

As estimativas mais recentes sobre terrorismo divulgadas pela União Europeia apontam para um registo de 30 mil vítimas de ataques, entre as quais 10 mil mortes. As resistências aos antibióticos carregam um fardo bem mais pesado. Se nos centrarmos apenas nos casos de tuberculose multirresistente reportados, estamos a falar, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, de mais de 440 mil casos que causam 150 mil mortes.

 

Fonte: Jornal Público

Publicado em Sem categoria | Comentários Desligados