Medicamentos naturais adversos em doentes polimedicados

O Observatório de Interações Planta-Medicamento (OIPM/FFUC) alertou hoje que a toma de vários medicamentos aumenta o risco de reações adversas, sendo um “fator de grande preocupação” muitos doentes não contarem ao médico que consomem também produtos “ditos naturais”.

“Há numerosos exemplos de plantas e produtos naturais que podem interferir com a medicação”, adverte o observatório, que dedica o alerta desta semana da campanha “Aprender Saúde entre as Plantas e os Medicamentos” aos doentes polimedicados.

A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Anabela Mota Pinto explicou à agência Lusa que a polimedicação é o consumo de, pelo menos, cinco medicamentos diferentes, sendo o seu uso mais prevalente nas mulheres e nos idosos.

A polimedicação aumenta o risco de reações adversas aos medicamentos, estimando-se que este risco seja de seis por cento quando são administrados dois fármacos em simultâneo.

“Vários fatores contribuem para a polimedicação, mas os mais relevantes são a presença de múltiplas patologias, uma ocorrência frequente em particular no doente idoso, e a automedicação, em que à prescrição médica se associam os medicamentos de venda livre e os produtos de medicina alternativa”, refere o observatório.

As doenças com mais consumo de medicamentos em Portugal, segundo estudos da Faculdade de Medicina de Lisboa, são a hipertensão, a patologia articular, hipercolesterolémia, perturbações do sono e doença cardiovascular.

Fonte: Agência Lusa

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