Administração dos antibióticos

1. Terapêutica oral e terapêutica parentérica

Comparada com a via oral, a via parentérica para administração de antibióticos apresenta algumas desvantagens, incluindo maior risco de efeitos adversos, maior custo do antibiótico, necessidade de equipamento médico adicional, mais tempo dispendido na sua administração e necessidade de profissionais de saúde com formação adequada.

A via oral deve ser usada de preferência à via parentérica a menos que não seja tolerada ou não esteja disponível. Não deve ser utilizada se existirem problemas a nível da absorção gastrointestinal e se forem necessárias doses de antibiótico muito elevadas para tratar a infecção.

2. Terapêutica tópica

É importante restringir a terapêutica tópica a situações limitadas, como por exemplo o caso de infecções oculares ou cutâneas.

3. Terapêutica combinada

As associações terapêuticas devem ser evitadas, a menos que se pretenda alargar o espectro de acção do antibiótico, se queira prevenir o aparecimento de microrganismos resistentes (por exemplo na terapêutica para a tuberculose) e se pretendam efeitos sinérgicos dos vários medicamentos.

4. Duração da terapêutica

Para minimizar a resistência aos antibióticos é importante limitar a duração da terapêutica. No tratamento das infecções, a duração mínima da terapêutica foi estabelecida por testes clínicos. Na maioria das infecções por bactérias, a duração óptima da terapêutica é entre 7 a 10 dias.

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