Como cooperar

1. Regras de utilização dos antibióticos

A regra ideal para a utilização de um antibiótico seria proceder à sua utilização apenas depois de identificado o agente patológico no local da infecção.

Em condições ideais, deveria ser feita uma colheita de produto orgânico para análise bacteriológica e um teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA) antes de iniciar qualquer terapêutica.

No entanto, muitas vezes é necessário tomar uma decisão terapêutica com base apenas na avaliação clínica, sendo difícil saber até que ponto se está a tomar a atitude mais correcta. Doenças aparentemente semelhantes podem originar quadros clínicos muito diversos, devido à interacção entre os agentes patogénicos e o hospedeiro.

As regras para o uso de antibióticos são:

  • nunca usar um antibiótico, a não ser que o doente tenha uma infecção bacteriana
  • usar apenas o antibiótico que é recomendado para a infecção que se quer tratar
  • usar o antibiótico na dose recomendada. A dose depende da doença, do peso e da idade do paciente
  • usar o antibiótico durante o período recomendado. Tomar o antibiótico menos dias do que o recomendado pode causar resistência das bactérias
  • usar preferencialmente a via oral, sempre que possível
  • se o antibiótico causar erupção na pele, comichão, dificuldade em respirar ou qualquer outra reacção grave, deve-se parar imediatamente o antibiótico e recomendar ao doente para nunca mais voltar a usá-lo
  • usar antibióticos apenas quando necessário. Quando se usa antibióticos com muita frequência, estes deixam de fazer o efeito desejado

2. Medidas para promover o uso racional de medicamentos

Para o uso racional dos medicamentos é necessária a intervenção dos pacientes, dos profissionais de saúde, dos legisladores, da indústria farmacêutica e do governo.

As medidas a adoptar passam pela educação e informação da população, maior controlo nas vendas de fármacos com e sem receita médica, melhor acesso aos serviços de saúde, adopção de critérios éticos para a promoção de medicamentos, retirada do mercado de fármacos sem eficácia terapêutica comprovada, incentivo ao uso de terapias não medicamentosas e maior investimento em programas de prevenção.


 

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