Uso racional de medicamentos

1. Generalidades

Portugal é um dos países da Europa com elevada taxa de bactérias resistentes aos antibióticos, potencialmente causadoras de infecções muito graves no homem, por isso é necessário implementar medidas adequadas de forma a inverter esta tendência.

A prevenção passa por uma utilização criteriosa dos antibióticos evitando o seu uso desnecessário, escolhendo o princípio activo e a dose mais correcta, o intervalo de administração e a duração da terapêutica mais adequadas.

O controlo da infecção, quer através da prevenção quer do impedimento da sua transmissão, também é uma medida a ser adoptada.

2. Uso racional de medicamentos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) propõe, que para o uso racional do medicamento, é preciso estabelecer a necessidade do uso do medicamento prescrito de forma adequada, de acordo com a eficácia e segurança comprovadas. É necessário que o medicamento seja prescrito na forma farmacêutica, doses e tempo de duração terapêutica adequados e que seja dispensado nas melhores condições, com as devidas orientações. O utente é responsável pelo cumprimento do regime terapêutico.

No entanto, verifica-se a existência de automedicação por grande parte da população. A publicidade aos medicamentos é um estímulo para o uso inadequado destes porque tende a enfatizar os benefícios, deixando de lado os efeitos adversos. Além disso, o crescente uso da internet e o fácil acesso de medicamentos de venda online leva os utentes a consumir medicamentos sem necessidade.

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