Resistência a antibióticos é uma ameça tão grande como terrorismo

A diretora-geral de saúde britânica, Sally Davies, defendeu hoje que a crescente ineficiência dos antibióticos é “catastrófica” e global, uma ameaça tão grande como terrorismo ou alterações climáticas que deve ser encarada pelo G8 e Organização Mundial de Saúde.

A resistência cada vez maior das bactérias aos medicamentos existentes  é “uma bomba relógio”, não apenas para o Reino Unido, mas para todo o mundo,  disse a professora universitária Sally Davies.

“Temos de trabalhar com todos para nos assegurarmos de que o cenário  apocalíptico de resistência antibiótica generalizada não se torna numa realidade”,  adiantou.

Caso os seres humanos percam a possibilidade de combater infeções, intervenções  cirúrgicas de rotina podem tornar-se letais dentro de 20 anos.

Davis sugere a inclusão da resistência a antibióticos no registo nacional  de ameaças britânico, que também inclui “ataques terroristas catastróficos  e outras emergências civis”.

“Esta ameaça é indiscutivelmente tão importante para o mundo como as  alterações climáticas”, adiantou.

O assunto deve ser debatido pelos ministros dos Negócios Estrangeiros  do grupo dos países mais industrializados (G8), em Londres no próximo mês   “Os governos e organizações em todo o mundo, incluindo a Organização  Mundial de Saúde e o G8, precisam de levar isto a sério”, adiantou.

Segundo Davies, há “um vazio de descobertas” no campo dos antibióticos  desde 1987 e as doenças têm evoluído mais rapidamente do que os medicamentos  para as tratar.

As infeções custam ao Reino Unido perto de 35 mil milhões de euros por  ano em cuidados de saúde e dias de trabalho perdidos.

Fonte:  Agência Lusa

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Portugal em má posição no retrato do consumo e resistência de antibióticos

No capítulo do consumo de antibióticos na comunidade, Portugal mantém o nono lugar numa tabela com 29 países da Europa. Esta sexta-feira comemora-se o Dia Europeu do Antibiótico. O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo da Doença (ECDC, na sigla em inglês) divulga esta sexta-feira o relatório do Sistema Europeu de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos. Os dados referentes a 2011 mostram que Portugal continua a estar no grupo dos dez países europeus com maior consumo desta arma terapêutica.

Por outro lado, Portugal continua também com um dos valores mais elevados entre 28 países de uma perigosa bactéria conhecida por MRSA (Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus) e associada a infecções adquiridas em meio hospitalar.

A resistência aos antibióticos é um dos mais preocupantes problemas de saúde pública e, em grande parte, criado pelo uso e abuso desta arma terapêutica. Os doentes infectados com estas resistentes bactérias têm opções limitadas de tratamento, exigindo um maior esforço (financeiro e não só) dos sistemas de saúde. Muitas vezes resultam em estadias prolongadas nos hospitais e mesmo em morte.

Portugal destaca-se nos vários mapas coloridos apresentados pelo ECDC para retratar as resistências. Porém, o vermelho mais carregado surge com especial relevo no mapa que diz respeito às resistências a MRSA. Apesar de uma tendência geral para diminuição deste problema na Europa, Portugal mantém indicadores preocupantes desta bactéria resistente apresentando valores superiores a 50%. No mapa da MRSA, Portugal e a Roménia são os únicos países com mais de 50%. O relatório nota ainda que a MRSA está a diminuir mas continua acima dos 25% em mais de um quarto dos 28 países, sobretudo no Sul da Europa.

Resistências a antibióticos

No entanto, uma das resistências que mais preocupa os especialistas e o ECDC incide sobre antibióticos de largo espectro (usados para combater uma bactéria chamada Klebsiella pneumoniae) usados para tratar pneumonias e infecções urinárias. Neste caso, há o registo de resistências a antibióticos de terceira geração mas também aos que já são considerados como “de última linha” bactérias resistentes a carbapenems) para os quais não existem alternativas.

De acordo com os dados do relatório divulgado no ano passado, Portugal tinha registado um preocupante aumento de aumento de casos de resistência a estes antibióticos de última linha passando de “menos de 1%” para valores “entre os 1 e 5%”. Este ano, o relatório mostra que em 2011 Portugal recuperou neste indicador recuperando os valores dos anos anteriores que se situam abaixo do 1%.

No que se refere ao consumo de antibióticos, o relatório da ECDC mostra dados de 2010 que colocam Portugal como um dos países europeus com maior consumo na comunidade, com um valor situado entre as 22.38 a 28.05 doses diárias definidas (DDD) por mil habitantes. Em meio hospitalar, os dados nacionais referem-se apenas aos hospitais públicos e mostram Portugal no 16.º lugar de uma tabela de 18 países.

Fonte: Público

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Vacina da Gripe

Gripe: pelo menos 666 mil idosos vacinados

Pelo menos 666 mil idosos com mais de 65 anos já estão vacinados contra a gripe. A vacina foi aplicada a 27,3 por cento dos indivíduos prioritários.

Os números são do «vacinómetro», um projeto da Sociedade de Pneumologia e da Associação de Medicina Geral e Familiar, que monitoriza a taxa de cobertura da vacinação, cujo programa arrancou no inicio do mês.

Este ano a vacina contra a gripe é gratuita para maiores de 65 anos.

Grávidas, doentes crónicos, entre outros, são também aconselhados a serem vacinados. Até agora só estavam isentos os grupos de risco e quem recebia o complemento solidário.

Fonte: TVI24

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